Um portão de inspiração grega para a Berlim prussiana
Construído entre 1788 e 1791 para Frederico Guilherme II, o portão foi desenhado por Carl Gotthard Langhans como remate grandioso de Unter den Linden. As suas colunas dóricas evocam a entrada da Acrópole, e a estrutura tem cerca de 26 m de altura, 65,5 m de largura e 11 m de profundidade. É monumental sem precisar de levantar a voz.
O regresso dramático da Quadriga
A Quadriga de Johann Gottfried Schadow vigia o portão desde 1793, mas não sem interrupções. Depois de Napoleão entrar em Berlim em 1806, a escultura foi levada para Paris; em 1814, regressou ao telhado. Quando olhas para cima, vês um símbolo de vitória com uma história de viagem própria.
De barreira da Guerra Fria a símbolo de união
Depois de 1946, o portão ficou no setor soviético; após a construção do Muro em 1961, ficou numa zona restrita que nenhum dos lados podia visitar livremente. Em 22 de dezembro de 1989, as multidões regressaram quando a passagem em Pariser Platz reabriu. É por isso que o portão parece tão carregado: não é apenas pedra antiga, mas um limiar urbano reaberto.
Pariser Platz reconstruída em redor do monumento
A praça em redor do portão foi gravemente danificada na Segunda Guerra Mundial e reconstruída sobretudo depois da reunificação. Hoje, o Hotel Adlon, embaixadas, a Haus Liebermann e a Haus Sommer enquadram a vista, enquanto a praça pedonal mantém o portão no centro da vida quotidiana da cidade. Faz uma pausa aqui antes de continuares; o cenário também faz parte do monumento.