Aberto em 1998 com uma missão de preservação
O Museu do Fado abriu ao público a 25 de setembro de 1998, não como um museu genérico de música, mas como um lugar criado para reunir, preservar, investigar, interpretar e promover o universo do fado e da guitarra portuguesa. Essa missão ainda molda o que vês: salas de exposição, documentação, educação, espetáculos e a sensação de que o género é cultura viva, não património fechado.
Das vielas do século XIX aos palcos nacionais
A história começa na Lisboa popular e marginal do século XIX, depois passa pelo teatro, pela rádio, pelo cinema e pelos palcos profissionais. O arco histórico do museu deixa claro que o fado não ficou nas tabernas e nas vielas: entrou no Teatro de Revista em 1870, espalhou-se mais amplamente pelos meios de comunicação do século XX e continuou a mudar com cada nova geração de cantores e músicos.
Observa as obras de arte tanto como os instrumentos
Algumas das peças mais memoráveis são visuais, não apenas musicais. Procura O Fado de José Malhoa, de 1910, o tríptico O Marinheiro de Constantino Fernandes, de 1913, e O Mais Português dos Quadros a Óleo de João Vieira, de 2005; depois repara em como guitarras, partituras, revistas, troféus e trajes trazem as pinturas de volta à vida real da interpretação. A mistura impede que o museu pareça uma jukebox com paredes.
A importância do marco da UNESCO
O museu não apresenta o fado como um postal congelado. Lisboa apresentou a candidatura à UNESCO em 2010, e o fado entrou na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade a 27 de novembro de 2011, reconhecendo uma tradição viva sustentada por cantores, músicos, autores, espaços e bairros. Na prática, isto significa que as galerias falam tanto de continuidade como de nostalgia: a canção ainda pertence à cidade do outro lado da porta.