Na
Champs-Élysées, as lojas de luxo sucedem-se umas às outras. Um espaço comercial de 100 m² custa 900 000 € por ano, por isso só as maiores e mais bem-sucedidas empresas se instalam na avenida.
Uma das casas com mais tradição é a loja da
Maison Guerlain, instalada no número 68 da
Champs-Élysées desde 1913. O arquiteto
Peter Marino transformou-a num encantador gabinete de curiosidades dedicado à arte e aos artistas. A fragrância
Champs-Élysées foi criada aqui. O meu detalhe favorito é o enorme lustre que, na
Tiffany & Co., no n.º 62, desce do teto até ao chão no meio da escadaria em espiral. As fachadas da
Dior Headquarters (n.º 103) e da
Yves Saint Laurent (n.º 123) também chamam a atenção, embora, na minha opinião, nem sempre pelo melhor motivo. A maior loja
Louis Vuitton do mundo fica no n.º 101 e faz lembrar uma catedral.
Galeries Lafayette Haussmann é um armazém de luxo com uma arquitetura interior única, onde podes fazer compras até perder as forças. Do terraço no telhado, os visitantes têm uma vista maravilhosa sobre Paris e a
Torre Eiffel.
O meu orçamento, infelizmente, não chega para tudo, mas se queres comprar moda de criador, estás no sítio certo. Para casacos acolchoados da
Moncler, seguimos até ao n.º 119. Um polo da
Lacoste encontra-se no n.º 50. Uma mala
Longchamp apanhas no n.º 77, e vestidos bonitos, bem parisienses, encontram-se na
Maje, no n.º 35. A moda alemã da
BOSS também está representada no n.º 117. Além disso, encontras joalheiros como
Cartier ou
Mauboussin na avenida. Em frente à
Chanel, à
Christian Dior ou à
Versace, podes muito bem encontrar filas. Eu, por aqui, prefiro ver montras.